RE-ESCREVER A HISTÓRIA
- Natalia Martínez Stoessel
- 20 de jan. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 8 de fev. de 2021
A reconstituição da história do sujeito é estrutural e essencial ao progresso da experiência analítica. Lacan, no seu Seminário I - Os Escritos Técnicos de Freud, menciona que a história do sujeito não é precisamente o passado. Por que pensar que o passado é aquilo que ficou no passado, pensando o sujeito numa transitoriedade temporal linear? Pois bem, a história do sujeito é aquela que é historiada no presente, aquela que é passado porque se faz presente no agora. Isto é possível através de palavras, numa relação análitica na medida em que a transferência o permite.
Em certo momento do primeiro capítulo - Introdução aos comentários sobre os estudos técnicos de Freud, Lacan pergunta: "Quais são as funções do tempo na realização do sujeito humano? Posto isto, o que o sujeito relembra, revive, rememora no sentido intuitivo, como também os eventos experimentados ao longo da sua existência, não são em si mesmos tão significativos quanto ao que ele disso re-constrói. Então, podemos nos questionar qual é a amplitude da realidade que a experiencia analitica tenta afrontar? Aquela que o sujeito reescreve!
Ele a reescreve porque coloca-se como sujeito do não-saber num espaço que pertence ao particular. Cada história é singular, é única, é particular, e a Psicanálise é uma experiência que valoriza o que há em cada um de nós de singular, é uma ciência do particular.
O QUE FAZEMOS QUANDO FAZEMOS ANÁLISE?




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